O Itaú Unibanco não vê risco de ruptura no ciclo de crédito e mantém apetite a risco e guidance para 2026, segundo o presidente-executivo do banco, Milton Maluhy Filho. Em coletiva após o balanço do primeiro trimestre, ele descartou alteração relevante na inadimplência da carteira e ponderou que o cenário macro, com guerra no Irã e juros elevados, deve cortar entre 30% e 40% do volume do mercado de capitais brasileiro neste ano.
O balanço e a projeção
| Indicador | 1º trimestre |
|---|---|
| Lucro líquido recorrente | R$ 12,28 bi (+10,4% em base anual) |
| ROE consolidado | 24,8% (vs 22,5% um ano antes) |
| Inadimplência acima de 90 dias | 1,9% (estável) |
| Inadimplência 15 a 90 dias | 1,7% |
| Dividendos pagos no Q4 de 2025 | R$ 20 bi |
| Projeção mercado de capitais 2026 | 30% a 40% abaixo de 2025 |
Indicadores divulgados pelo Itaú Unibanco no balanço do 1º trimestre. Fonte: CNN Brasil
Inadimplência estável e PMEs como exceção
O índice de atraso acima de 90 dias do Itaú fechou o primeiro trimestre em 1,9%, estável na comparação trimestral e ano a ano. O atraso entre 15 e 90 dias ficou em 1,7%, ante 1,6% no quarto trimestre e 1,8% um ano antes. “Não antevemos nenhuma ruptura no ciclo de crédito na nossa carteira e a nossa expectativa para os próximos trimestres é de uma relativa estabilidade nos indicadores”, afirmou Maluhy Filho, presidente do Itaú e também do conselho da Febraban.
A exceção sinalizada está no portfólio de micro, pequenas e médias empresas, que pode ter acréscimo “irrelevante” de 10 a 20 pontos básicos, segundo o executivo, mais um efeito “simbólico” associado ao fim de períodos de carência em programas governamentais. O banco também atua dentro do Novo Desenrola, e Maluhy Filho ressaltou que o público-alvo do programa é proporcionalmente menor na base do Itaú do que em outras instituições da indústria.








