O Itaú Unibanco encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões, alta de 10,4% na comparação anual, em linha com o consenso de analistas da LSEG de R$ 12,5 bilhões. O ROE no Brasil chegou a 26,4%, ante 23,7% no mesmo período de 2025.
Itaú 1T26: principais indicadores
| Indicador | 1T26 | Variação anual |
|---|---|---|
| Lucro recorrente | R$ 12,3 bi | +10,4% |
| ROE (Brasil) | 26,4% | +2,7 p.p. |
| ROE (consolidado) | 24,8% | +2,3 p.p. |
| Carteira de crédito | R$ 1,48 tri | +7,2% |
| Inadimplência >90 dias | 1,9% | estável |
| Margem financeira gerencial | R$ 32,3 bi | +4% |
Resultados do 1º trimestre de 2026 do Itaú Unibanco. Fonte: InfoMoney
Carteira sólida, margem com mercado recua 11%
A carteira de crédito atingiu R$ 1,48 trilhão ao final de março, com crescimento de 7,2% em doze meses e leve recuo de 0,5% frente ao trimestre anterior. A inadimplência acima de 90 dias se manteve em 1,9%, e as despesas para créditos de liquidação duvidosa somaram R$ 10,2 bilhões.
A margem financeira gerencial avançou 4% em um ano, para R$ 32,3 bilhões, sustentada pela margem com clientes, que cresceu 4,5%, para R$ 31 bilhões. O contraponto foi a margem com o mercado, que concentra receitas de tesouraria: recuo de 11,2%, para R$ 820 milhões. O banco reportou índice de eficiência de 34,9% no Brasil no trimestre, melhor número histórico para um primeiro trimestre, de acordo com o Seu Dinheiro. Em março, o Itaú já operava com mais de 1,3 mil modelos de inteligência artificial ativos, parte da estratégia de ganhos de eficiência.
“Começamos 2026 em um cenário que exige cautela e disciplina no crédito”, afirmou Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco. O posicionamento conservador se alinha ao alerta feito no trimestre anterior, quando o banco indicou que a incerteza macroeconômica freava o apetite por investimentos no país.








