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Rodadas e M&AInternacional · Ripple

Keyrock vira unicórnio com rodada liderada por SC Ventures e Ripple

Market maker de ativos digitais baseada em Bruxelas alcança valuation de US$ 1,1 bilhão com Series C liderada pelo braço de venture do Standard Chartered.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Divulgação

A Keyrock, market maker de ativos digitais fundada em Bruxelas, alcançou valuation de US$ 1,1 bilhão após fechar rodada Series C liderada pela SC Ventures, braço de venture capital do Standard Chartered. A Ripple, investidora desde a Series B de 2022, também participou.

Trajetória de funding da Keyrock

Rodada Ano Investidores Valor
Series A SIX, Middlegame, Volta Ventures Não divulgado
Series B 2022 Ripple, SIX Fintech Ventures US$ 72 mi captados
Series C 2026 SC Ventures, Ripple Valuation US$ 1,1 bi

Valor da Series C não divulgado, rodada segue aberta. Fonte: Crypto Briefing

Do market making à gestão de ativos institucionais

Fundada em 2017, a Keyrock opera como market maker em 85 exchanges centralizadas e descentralizadas. Os serviços incluem market making, gestão de ativos, OTC e negociação de opções. Em 2025, a empresa adquiriu a Turing Capital, gestora de fundos alternativos registrada em Luxemburgo, para criar uma divisão de asset management voltada a investidores institucionais e privados.

“Em 2026, estamos empurrando por mais crescimento nos nossos serviços, base de clientes e alcance geográfico, enquanto buscamos ganhar mais market share e reforçar nossa posição como player líder”, disse Kevin de Patoul, CEO da Keyrock. A Ripple, que recentemente expandiu operação no Brasil e pediu licença ao BC, mantém parceria com a Keyrock desde 2019 para soluções de liquidez em ativos digitais.

Standard Chartered acelera aposta em infraestrutura cripto

A SC Ventures, que liderou a rodada, é o braço de inovação do Standard Chartered e tem investido ativamente em infraestrutura de ativos digitais. “Infraestrutura sofisticada de liquidez é fundamental para a evolução dos mercados de ativos digitais”, disse Alex Manson, CEO da SC Ventures. O aporte sinaliza um padrão crescente: bancos globais financiando a camada de infraestrutura cripto em vez de construí-la internamente. A Mastercard seguiu lógica semelhante ao adquirir a BVNK por US$ 1,8 bilhão, reforçando que players tradicionais preferem comprar especialistas a desenvolver capacidades cripto do zero.

O que observar

O status de unicórnio de uma market maker europeia de ativos digitais reflete uma mudança de perfil nos aportes do setor: o capital institucional está migrando de exchanges e tokens para a camada de infraestrutura, liquidez e compliance. Vale acompanhar se a rodada aberta atrairá outros bancos globais, o que indicaria que o modelo de market making regulado está se consolidando como classe de ativo investível para o setor bancário tradicional. A questão operacional é se market makers independentes conseguem manter margens à medida que bancos globais constroem mesas proprietárias de ativos digitais.

Fontes: FinextraCrypto Briefing

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