A liquidação do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central em 18 de fevereiro, deixou 160 mil investidores e correntistas na expectativa do ressarcimento pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A cobertura alcança CDBs, poupança, RDB, LCI e LCA até o limite de R$ 250 mil por CPF dentro do mesmo conglomerado financeiro. O banco seguia estratégia similar à do Banco Master, captando recursos com CDBs que pagavam acima de 110% do CDI.
Como funciona o ressarcimento do FGC
Segundo reportou o InvestNews, o FGC cobrirá os valores até a data da intervenção, considerando principal e rentabilidade acumulada até 18 de fevereiro. Isso significa que aplicações ficam sem remuneração durante o período de espera pelo pagamento. Se o fundo demorar dois meses para iniciar o ressarcimento, por exemplo, os clientes perdem a rentabilidade desse intervalo.
O Banco Central nomeia um liquidante para organizar a lista de credores e enviar ao FGC. Todos os produtos financeiros ficam congelados durante o processo: conta corrente, poupança, RDBs e letras de crédito. O modelo de negócios do Pleno era voltado ao crédito corporativo, especialmente ao agronegócio, mas a captação agressiva de recursos via CDBs de alta rentabilidade atraiu grande volume de investidores pessoa física.








