O CriptoCrédito, produto do Mercado Bitcoin que aceita ativos digitais como contrapartida para empréstimos em reais, soma R$ 47 milhões liberados desde que virou oferta aberta a toda a base, em março de 2026. A meta interna da exchange é encerrar 2026 com R$ 100 milhões emprestados, segundo Fabrício Tota, executivo à frente da divisão cripto do Mercado Bitcoin, em entrevista ao Valor Econômico.
Pelo desenho, o investidor pega reais usando bitcoin, ether, Solana ou as stablecoins de dólar USDT e USDC como contrapartida, sem desfazer a carteira cripto. O valor liberado pode chegar a metade do que está travado, com mensalidade entre 1,69% e 1,79%, segundo a Exame. Se o preço da contrapartida desabar ou o pagamento atrasar, a posição vai a leilão para liquidar o contrato. Antes desse gatilho, o cliente é avisado e tem como opção reforçar a contrapartida ou quitar antecipadamente.
CRIPTOCRÉDITO MERCADO BITCOIN: TERMOS E META
| Volume já liberado | R$ 47 milhões |
| Meta de 2026 | R$ 100 milhões |
| Loan-to-value | Até 50% |
| Taxa mensal | 1,69% a 1,79% |
| Ativos aceitos | Bitcoin, ether, Solana, USDT, USDC |
| Abertura à base total | Março de 2026 |
Crédito com cripto em garantia do Mercado Bitcoin: termos e meta. Fonte: Valor Econômico.
A operação foi piloto com bitcoin e ether via canais assessorados antes de chegar à base inteira. A leitura interna é que parte da clientela hoje trata cripto como reserva, não como instrumento de trade. “Acho que não foi o comportamento do público que mudou em relação ao que faz com cripto. O público ficou mais abrangente, mais heterogêneo, e nem todo mundo é trader”, afirma Tota ao Valor.
O saldo liberado pode ser sacado em Pix ou empregado dentro do próprio Mercado Bitcoin, inclusive em operações alavancadas em cripto. A engenharia reduz o risco do credor mas mantém intacto o risco do tomador, sobretudo em ciclos voláteis. “Dever não é ruim, desde que seja uma dívida de qualidade”, afirma o executivo, ao defender uso consciente da linha.








