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PesquisaPesquisa · Lina Open X

81% usam mobile banking, mas só 23% seguem dicas do banco

81% dos brasileiros concentram o banco no celular, mas só 23% seguem dicas dos apps. 85% querem Open Finance centralizado; 37% autorizaram.

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· 3 min

Atualizado em

Imagem: Freepik

Oito em cada dez brasileiros concentram sua jornada bancária no smartphone, mas apenas 23% seguem as recomendações personalizadas dos próprios aplicativos. Os dados são do levantamento “Do Pix ao planejamento financeiro: como a tecnologia está mudando nossa relação com o dinheiro”, conduzido pela Lina Open X com a MindMiners, que ouviu mil brasileiros de diversas regiões e classes sociais em 2026.

Mobile banking, Pix e Open Finance: os números do brasileiro

Dimensão Dado
Mobile banking (canal principal) 81%
Seguem dicas personalizadas dos apps 23%
Pix como método preferencial 73,5%
Já ouviram falar de Open Finance 76,8%
Autorizaram compartilhamento de dados 37,1%
Integrariam pagamentos em um único app 85,8%
Principal preocupação: segurança 56,3%
Nunca tiveram educação financeira 37%+

Levantamento Lina Open X e MindMiners, 2026. Fonte: Mobile Time

Pix consolidado, Open Finance travado pela desconfiança

O Pix é o método de pagamento preferencial de 73,5% dos entrevistados, e 76,6% substituíram o cartão físico total ou parcialmente. A rapidez lidera os benefícios citados (49,8%), mas a segurança é a principal preocupação de 56,3%. Esse paradoxo se repete no Open Finance: 76,8% já ouviram falar do sistema, mas apenas 37,1% autorizaram o compartilhamento de dados, percentual consistente com levantamentos anteriores que também apontavam adoção real inferior a 40%. Mesmo assim, 85,8% dos entrevistados integrariam pagamentos em um único aplicativo (36,9% com certeza e 48,9% talvez), o que indica que a intenção existe: o freio é o medo de golpes, citado por 56,3%.

O app virou o banco, mas a orientação financeira não acompanhou

Com 81% dos brasileiros usando aplicativos como canal bancário principal, o smartphone consolidou-se como a interface financeira dominante. O desafio é o engajamento: apenas 23% seguem as dicas personalizadas oferecidas pelos apps, enquanto 38,85% raramente as usam ou as ignoram. “Há espaço para os bancos transformarem o app em hub efetivo de orientação financeira”, aponta o levantamento.

A educação financeira também aparece como lacuna estrutural: mais de 37% dos entrevistados nunca tiveram acesso a ela, apenas 26% poupam mensalmente, e só 12,8% se sentem preparados para imprevistos. A Lina tem apostado em preencher esse gap: o Tutor, seu produto de orientação financeira com IA e dados de Open Finance, busca personalizar recomendações financeiras para o usuário.

O que observar

O gap de 48 pontos percentuais entre quem quer centralizar os pagamentos em um único app (85,8%) e quem já autorizou o Open Finance (37,1%) indica que a barreira não é de awareness: mais de três quartos dos brasileiros já ouviram falar do sistema. A resistência é de confiança. Enquanto o medo de golpes afetar mais da metade dos usuários, a conversão de intenção em autorização depende menos de campanhas de comunicação e mais de arquitetura de segurança visível e percebida no momento da decisão.

O baixo engajamento com dicas personalizadas (23%) pode ser lido de duas formas: ou as recomendações não são suficientemente relevantes para o momento de vida do usuário, ou o canal de entrega não é o adequado para orientação financeira. Plataformas que conseguirem resolver esse gargalo têm vantagem relevante num mercado onde o acesso já está resolvido mas a utilidade ainda não. Vale notar que os dados foram levantados pela fintech que comercializa os serviços de Open Finance e orientação financeira avaliados no estudo, o que pode influenciar o recorte das perguntas e a leitura dos percentuais de intenção.

Fontes: Mobile TimeLet’s MoneyLet’s Money

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