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IAIA · Elon Musk

Musk exige que bancos do IPO da SpaceX assinem o Grok

Bancos que coordenam oferta recorde de US$ 75 bi concordaram em gastar dezenas de milhões com o chatbot Grok para participar do maior IPO da história.

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· 2 min

Atualizado em

Wirestock Creators / Shutterstock.com

Elon Musk passou a exigir que os 21 bancos envolvidos no IPO de US$ 75 bilhões da SpaceX comprem assinaturas do Grok, chatbot de IA da xAI. Alguns já concordaram em gastar dezenas de milhões de dólares por ano com a ferramenta e começaram a integrá-la em seus sistemas, segundo o New York Times.

IPO da SpaceX em números

Indicador Valor
Meta de captação US$ 75 bi (recorde histórico)
Valuation alvo > US$ 2 tri (Bloomberg) / US$ 1,75 tri (SpaceNews)
Listagem prevista Nasdaq, junho de 2026
Bookrunners Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan, BofA, Citi
Consórcio total 21+ bancos (inclui BTG Pactual, Barclays, Deutsche, UBS)

Fontes: Valor/Reuters, Bloomberg

IA como moeda de troca em Wall Street

A exigência transforma o Grok de produto de mercado em pré-requisito de acesso ao maior IPO da história. Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Bank of America e Citigroup atuam como bookrunners. O consórcio total reúne pelo menos 21 bancos, incluindo BTG Pactual, Barclays, Deutsche Bank, UBS e Santander.

Musk também pediu, com menos rigidez, que os bancos anunciem na plataforma X. A SpaceX adquiriu a xAI em fevereiro de 2026 por US$ 1,25 trilhão em ações, trazendo o Grok e a plataforma X para dentro do mesmo grupo. A empresa arquivou confidencialmente o pedido de IPO junto à SEC no início de abril, com codinome interno “Project Apex”.

O recorde que se desenha

Se confirmados, os US$ 75 bilhões em captação fariam do IPO da SpaceX o maior já registrado, superando os US$ 29 bilhões da Saudi Aramco em 2019 e os US$ 25 bilhões da Alibaba em 2014. A Bloomberg reportou que a meta de valuation subiu para acima de US$ 2 trilhões. A xAI, que desenvolve o Grok, já havia contratado profissionais de Wall Street para treinar o chatbot em finanças, sinalizando a ambição de posicionar a ferramenta no mercado corporativo bancário.

O que observar

A tática de condicionar mandatos de IPO à compra de produtos do próprio emissor cria um precedente inédito em mercado de capitais. Se a prática se normalizar, emissores com poder de barganha passam a ditar condições comerciais que vão além do escopo tradicional de fees bancários. Para bancos de investimento, aceitar a exigência pode ser racional no curto prazo, dado o tamanho do deal, mas levanta questões sobre conflito de interesses e independência analítica.

Vale acompanhar como reguladores e investidores institucionais vão reagir a esse tipo de arranjo. Se o IPO seguir para junho como previsto, a dinâmica de poder entre emissores de grande porte e bancos coordenadores pode mudar de forma estrutural, especialmente em deals com componente de tecnologia proprietária.

Fontes: Valor Econômico/ReutersBloombergSpaceNewsLet’s Money

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