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Safirum anuncia stablecoin do franco antes de UBS e bancos

Fintech suíça Safirum anunciou stablecoin do franco em Solana com lançamento em Q3/2026, à frente do sandbox dos seis bancos UBS, PostFinance e ZKB.

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A fintech suíça Safirum anunciou o CHF-S, stablecoin lastreado em franco suíço na blockchain Solana, com estreia prevista para o terceiro trimestre de 2026. A jogada é correr para chegar ao mercado antes do consórcio formado por UBS, PostFinance, Sygnum, Raiffeisen, Zürcher Kantonalbank (ZKB) e BCV, que testa um sandbox de stablecoin do franco com infra da Swiss Stablecoin AG.

Dois caminhos para o stablecoin do franco suíço

Iniciativa Quem está atrás Status atual Lançamento
CHF-S Safirum (fintech privada) Filiada à VQF, organismo reconhecido pela FINMA 3º trimestre de 2026
Sandbox CHF UBS, PostFinance, Sygnum, Raiffeisen, ZKB, BCV e Swiss Stablecoin AG Testes em 2026, aberto a outras instituições Sem data anunciada

Comparativo entre os dois projetos públicos de stablecoin do franco suíço em 2026. Fontes: Finextra e Moneycab

Uma fintech contra o consórcio bancário

A Safirum estruturou a emissão do CHF-S em torno da Solana, no padrão Token-2022, com função de whitelist embarcada no próprio smart contract. A regra impede que tokens circulem entre carteiras não verificadas. A admissão da empresa na VQF, organismo de autorregulação reconhecido pela FINMA, dá o piso regulatório para colocar o produto no mercado suíço.

“Com o CHF-S, criamos uma solução de stablecoin totalmente lastreada em franco suíço e endereçamos uma lacuna clara no mercado”, afirmou Bastien Thiébaud, cofundador e CEO da Safirum, em comunicado. A empresa diz que o lastro 1:1 fica em contas segregadas em bancos custodiantes suíços. Para o lado operacional, costurou parcerias com Maverix Securities (distribuição institucional), Sumsub (verificação digital e KYC/AML), JayBee (compliance) e Lawside Rechtsanwälte (jurídico).

Os casos de uso anunciados pela companhia são pagamentos B2B, gestão de tesouraria, operações internacionais e liquidação de ativos tokenizados. O posicionamento, no release, prioriza participantes profissionais do mercado, mesmo abrindo espaço para usuários finais.

Como o sandbox bancário se posiciona

O consórcio de seis bancos suíços, anunciado em abril de 2026, opera em conjunto com a Swiss Stablecoin AG, que fornece a infraestrutura técnica. O grupo testa pagamentos programáveis, liquidação interbancária e transações com ativos tokenizados ao longo de 2026, em ambiente fechado, com tetos de transação e participação controlada.

O comunicado do UBS sustenta que o objetivo é “fortalecer o ecossistema de moeda digital suíço e a competitividade da praça financeira”. A iniciativa também está aberta a outras instituições interessadas em contribuir com o desenvolvimento do stablecoin do franco: sinal de que o consórcio quer atrair adesão antes de fechar um produto final. Não há data pública para a virada do sandbox em emissão regulada disponível ao mercado.

O que observar

A pergunta editorial é se uma fintech emissora consegue construir tração com um stablecoin de moeda nacional antes que o consórcio bancário do mesmo país feche a janela. Em jurisdições com sistema bancário concentrado, plataformas emitidas por instituições reguladas costumam ter vantagem de distribuição: o token circula entre os clientes desses bancos por padrão, e as tesourarias corporativas preferem o emissor que já está dentro do relacionamento.

O recorte que vale acompanhar é regulatório. Em paralelo ao Drex no Brasil, ao trabalho de bancos centrais europeus com depósitos tokenizados e às discussões nos EUA sobre stablecoins lastreados em depósito, autoridades terão que decidir se admitem coexistência de fintechs emissoras e plataformas bancárias do mesmo lastro, especialmente em B2B e liquidação de ativos tokenizados, onde o leitor empresarial vai escolher por critério de risco operacional, não por marca.

Fontes: FinextraMoneycabComunicado UBS

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