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CréditoCrédito · Infraestrutura

Santander bate recorde com R$ 15 bi em infraestrutura

Gestora do banco atingiu R$ 15 bilhões em debêntures incentivadas, com R$ 13 bi atrelados ao CDI. Em 2024, o total do mercado era de R$ 207 bi.

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Atualizado em

Foto: Divulgação

A Santander Asset Management (SAM) ultrapassou R$ 15 bilhões em patrimônio líquido nos fundos de infraestrutura, novo recorde da gestora. A maior fatia está em estratégias atreladas ao CDI, com cerca de R$ 13 bilhões, seguida por fundos indexados à inflação (~R$ 1,2 bilhão) e pela parcela multistratégia (~R$ 900 milhões). A marca anterior, de R$ 10 bilhões, havia sido alcançada em release anterior da gestora.

Fundos de infraestrutura da SAM

Estratégia Patrimônio
CDI ~R$ 13 bilhões
Inflação ~R$ 1,2 bilhão
Multistratégia ~R$ 900 milhões
Total R$ 15 bilhões+

Patrimônio líquido dos fundos de infraestrutura da SAM. Fonte: Santander Imprensa

R$ 207 bi em fundos de infraestrutura

Os fundos investem em debêntures incentivadas emitidas por empresas de infraestrutura em setores como energia, logística, transporte e saneamento, com rendimentos isentos de imposto de renda para pessoa física. O mercado brasileiro desses fundos triplicou de tamanho em 2024, alcançando R$ 207 bilhões sob gestão, impulsionado pela taxação de fundos exclusivos e pelas restrições ao lastro de LCI e LCA. Os dez melhores fundos do segmento entregaram retorno médio de 18% entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, contra 11,7% do CDI no mesmo período.

“Ultrapassar R$ 15 bilhões investidos em infraestrutura é um marco que reforça a solidez da nossa estratégia e a confiança dos investidores. O resultado é fruto de uma atuação disciplinada, com diversificação setorial e foco em projetos de qualidade, alinhados às oportunidades do atual cenário econômico”, disse Guilherme D’Aurea, head de Renda Fixa Crédito Privado da SAM. O Santander, que registrou lucro 12,6% maior em 2025 e está investindo em nova sede em São Paulo, aposta que o cenário de inflação controlada, política monetária previsível e juros reais atrativos mantém o apetite por crédito estruturado de longo prazo.

O que observar

Os dados vêm da própria gestora, não de um ranking independente. Em 2024, o mercado já tinha ao menos uma concorrente com patamar semelhante de patrimônio em debêntures incentivadas, o que relativiza a narrativa de recorde setorial. A isenção de IR é atrativa com juros reais elevados, mas se a Selic cair de forma acelerada, o diferencial tributário perde peso frente a outros ativos. Setores como transporte e energia concentram cerca de 68% das emissões de debêntures incentivadas, o que cria risco de concentração setorial nos portfólios de quem investe nesse segmento.

Fontes: Santander ImprensaNeoFeed

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