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Stefanini e BB estimam R$ 23 mi de economia ao ano com IA

Stefanini e Banco do Brasil aplicam IA na análise de crédito e na logística de numerário, com estimativa inicial de R$ 23 milhões de economia anual.

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· 3 min

Atualizado em

Diego Grandi / Shutterstock.com

O Grupo Stefanini e o Banco do Brasil colocaram inteligência artificial em dois processos críticos do banco, e os primeiros resultados apontam para uma estimativa inicial de R$ 23 milhões em economia anual na logística de numerário e para eficiência superior a 8 mil horas-homem por ano em uma das etapas da análise de crédito.

Os dois números vêm de projetos distintos e ainda estão em fase inicial de medição. Um trata da leitura automática de demonstrativos contábeis de empresas; o outro, da previsão de quanto dinheiro em espécie cada agência vai precisar e de como esse recurso circula pela rede.

Os dois projetos e o resultado inicial

Projeto Onde atua Resultado inicial estimado
Balanço Digital Análise de demonstrativos contábeis na concessão de crédito para empresas Mais de 8 mil horas-homem por ano
Numerário e Rotas Previsão e circulação de dinheiro em espécie entre agências e tesourarias Cerca de R$ 23 milhões por ano em despesas administrativas

Resultados informados pelas empresas. Fonte: Grupo Stefanini

Leitura automática de balanço na análise de crédito

No Balanço Digital, a inteligência artificial é aplicada a uma das etapas fundamentais da concessão de crédito para empresas: a análise de demonstrativos contábeis, como balanços patrimoniais, demonstrações de resultado e arquivos do sistema público de escrituração digital. A solução combina visão computacional, reconhecimento óptico de caracteres, deep learning, processamento de linguagem natural e IA generativa para identificar, extrair, classificar e estruturar automaticamente informações financeiras de clientes pessoa jurídica.

Os dados são capturados, validados e organizados de forma padronizada numa plataforma interativa, reduzindo atividades manuais. Nas primeiras fases de utilização, o projeto já representa eficiência superior a 8 mil horas-homem por ano nessa etapa, e a automação contribui para reduzir erros operacionais e acelerar as respostas aos clientes.

Cinco mil modelos para prever o dinheiro da agência

Já o projeto de Numerário e Rotas leva a inteligência para a operação física do banco. O desafio é garantir que cada agência tenha a quantidade adequada de dinheiro em espécie no momento necessário, evitando tanto a falta quanto o excesso de recursos.

Para isso, o Grupo Stefanini desenvolveu, em conjunto com o Banco do Brasil, uma família com mais de 5 mil modelos atuando de forma integrada, além de previsões adicionais organizadas por clusters. O modelo de Rotas apoia a definição da melhor estratégia para circulação, abastecimento e alívio de recursos entre agências e centros de tesouraria. O resultado inicial é uma estimativa de economia de aproximadamente R$ 23 milhões por ano em despesas administrativas, além da redução de quilometragem percorrida e da eliminação de deslocamentos desnecessários.

A leitura das duas empresas

“Esses dois casos são particularmente emblemáticos porque mostram a amplitude da aplicação da IA no setor financeiro. […] Em ambos, o valor está em usar tecnologia para tomar decisões melhores, mais rapidamente e com maior eficiência”, afirma Rodrigo Stefanini, CEO Latam e Espanha do Grupo Stefanini.

“A tecnologia precisa estar conectada aos desafios reais da operação. Quando usamos inteligência artificial para prever necessidades, recomendar decisões e otimizar recursos, conseguimos transformar dados em eficiência e, ao mesmo tempo, liberar as equipes para atividades que exigem conhecimento e capacidade de decisão”, conclui Diogo Suzart, executivo de IA do Banco do Brasil.

Os projetos entram numa fila de frentes de IA que o banco vem divulgando: em agosto de 2026, a instituição apresentou um app que se molda a cada cliente. No exterior, o uso de IA na etapa de crédito também aparece em bancos que reportam corte de tempo, como o DBS, que quer reduzir em 30% o tempo de análise.

O que observar

O caso interessa a quem toca projeto de automação em banco de grande porte e precisa de referência de ganho por etapa, não de promessa genérica. Vale acompanhar dois pontos: os dois números são estimativas iniciais informadas pelas próprias empresas, sem auditoria externa, e a economia em despesa administrativa vem de uma operação logística específica, não do custo total do banco. O próximo sinal virá da medição depois de um ciclo completo de doze meses.

Fontes: Grupo StefaniniLet’s Money: BB aposta em app que se molda a cada clienteLet’s Money: DBS e a análise de crédito com IA

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