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Cross-borderInternacional · HSBC

Swift leva 4 bancões do UK a pagamento global instantâneo

Barclays, HSBC, Lloyds e NatWest adotaram o novo padrão do Swift para pagamento internacional instantâneo e transparente. Já são 60+ bancos em 25 países.

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alexdov / Shutterstock.com

Os quatro maiores bancos do Reino Unido, Barclays, HSBC, Lloyds e NatWest, entraram no novo padrão do Swift para pagamentos internacionais de varejo. A regra obriga custo transparente antes de confirmar, entrega do valor cheio sem deduções e liquidação em minutos. É a rede bancária tradicional vestindo a experiência que as fintechs venderam por anos.

As quatro regras que o padrão Swift impõe

Regra obrigatória O que garante
Custo garantido Tarifa e câmbio claros antes de confirmar
Valor cheio A quantia enviada chega sem deduções de intermediários
Liquidação instantânea Dinheiro em minutos, quando o corredor permite
Rastreio ponta a ponta Acompanhamento em tempo real de cada etapa

Padrões do consumer payments framework do Swift, adotado por mais de 60 bancos em 25 países em 2026. Fonte: FX News Group

O que muda para quem envia dinheiro

Até agora, o cliente de varejo mandava dinheiro para fora sem saber quanto chegaria do outro lado nem quando. Tarifas de bancos intermediários apareciam no caminho e comiam o valor. O padrão fecha essa lacuna: o remetente vê a taxa e o câmbio finais antes de apertar o botão, recebe garantia de que a quantia cheia será entregue e acompanha a transferência em tempo real, como quem rastreia uma encomenda.

Na prática, o sistema apoia-se nos trilhos instantâneos domésticos, como o Faster Payments britânico, para liquidar quase em tempo real sem abrir mão da segurança da rede Swift. No primeiro momento, os clientes dos bancos participantes sentem o ganho ao receber dinheiro da Austrália, China, Índia e Turquia, e ao enviar para a Austrália, com novos corredores previstos para entrar ainda neste ano.

“Enviar e receber dinheiro do exterior deveria ser tão simples, rápido e seguro quanto pagar alguém em casa”, disse Kim Verhaaf, diretora de pagamentos do grupo no Lloyds Bank, em tradução livre.

A rede tradicional entra no jogo das fintechs

Velocidade e transparência foram por anos o argumento de venda das fintechs de câmbio. Agora a infraestrutura bancária de sempre oferece o mesmo pacote dentro do ambiente regulado dos grandes bancos, competindo de frente com as disruptoras. O movimento acompanha uma corrida mais ampla dos incumbentes: o JP Morgan conectou câmbio em tempo real ao trilho instantâneo da Índia, mirando o mesmo problema por outro caminho.

A escala ajuda a explicar a ambição. O esquema já reúne mais de 60 bancos em 25 países, sobre uma rede que conecta 11.500 instituições em mais de 200 mercados. Do outro lado do balcão está uma concorrente que virou régua do setor: a Wise chegou à Nasdaq movimentando US$ 243 bilhões em pagamentos, exatamente na promessa de remessa barata e rastreável que o padrão do Swift agora tenta padronizar entre os bancos.

O que observar

A padronização transforma velocidade e transparência, que eram o diferencial das fintechs de remessa, em requisito básico de qualquer banco conectado à rede. Vale acompanhar se os provedores independentes de câmbio ainda conseguem cobrar prêmio por conveniência quando o incumbente entrega o mesmo, e quais corredores de remessa, os de maior volume familiar, ganham prioridade na expansão. O teste será o custo final ao remetente: padrão obrigatório de transparência não é o mesmo que tarifa baixa, e a régua que importa para o cliente continua sendo quanto chega do outro lado.

Fontes: FF NewsSwiftFX News GroupLet’s MoneyLet’s Money

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