Uma nova regra da Visa para pagamentos corporativos amarrou o custo do cartão B2B à qualidade do dado da transação, e já aparece no bolso das empresas. A plataforma da Boost reduziu em quase 44% o custo de aceitação dos clientes desde outubro de 2025. No Brasil, onde a Visa também avança no B2B, a mesma lógica de dado-rico começa a redesenhar o mercado.
O efeito da nova regra da Visa no B2B
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Redução do custo de aceitação | quase 44% |
| Economia total | US$ 14,7 milhões |
| Volume qualificado | mais de US$ 1,2 bilhão |
| Transações no padrão do programa | 99,99% |
Efeito do programa de dados da Visa para B2B, segundo a Boost. Fonte: PYMNTS
Como a regra muda o custo do cartão
Até aqui, o custo de aceitar um cartão corporativo dependia da categoria do cartão. O novo programa de dados comerciais da Visa, lançado em outubro de 2025, troca essa lógica: a taxa mais baixa passa a depender de quão precisos, completos e verificados são os dados da transação no momento do processamento. Em abril de 2026, a Visa aposentou o antigo nível intermediário de incentivo, substituindo a estrutura legada pelo novo sistema. “O que está surgindo é um padrão mais alto: dados precisos, completos e verificados no momento do processamento”, disse Dean Leavitt, fundador e CEO da Boost, em tradução livre.
Na prática, a tecnologia da Boost automatiza a leitura e a validação em tempo real dos dados em nível de nota fiscal para garantir que a transação atinja os limites de qualificação, e um modelo de pré-funding entrega a taxa qualificada de imediato. A empresa afirma que 99,99% das transações processadas atendem ao padrão do programa.








