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IA da Visa evita R$ 1,4 bi em fraudes no Brasil

Visa divulga resultados do Decision Manager no Brasil: R$ 1,4 bi em fraudes evitadas e 100 mil estabelecimentos protegidos no H1 2025.

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· 3 min

Atualizado em

Sundry Photography / Shutterstock.com

A Visa divulgou que o Decision Manager, sua plataforma de prevenção a fraudes baseada em inteligência artificial, ajudou a evitar cerca de R$ 1,4 bilhão em perdas potenciais no Brasil no primeiro semestre de 2025, protegendo mais de 100 mil estabelecimentos. Os dados foram divulgados em abril de 2026, ano em que o e-commerce brasileiro completa três décadas.

Fraude no e-commerce brasileiro: os indicadores da Visa

Indicador Dado
Ticket médio de fraude vs. legítima 62% superior
Chargebacks registrados em até 45 dias 90%
Fraudes com inconsistência de geolocalização 30%
Investimento global da Visa em segurança (5 anos) US$ 13 bi

Dados do primeiro semestre de 2025. Fonte: TI Inside

O que os dados revelam sobre o padrão de fraude

O ticket médio 62% mais alto nas transações fraudulentas em relação às legítimas amplia o impacto financeiro para o varejo digital além do volume de tentativas. Isso significa que fraudadores tendem a mirar compras de maior valor, tornando cada tentativa bloqueada mais relevante para a margem dos lojistas. A concentração de 90% dos chargebacks nos primeiros 45 dias reforça a janela crítica para decisões de autorização em tempo real.

Os vetores identificados pelo sistema incluem ataques de enumeração, roubo de contas, autofraude, fraude limpa, fraude amiga e redirecionamento de entregas. Gustavo Carvalho, vice-presidente de Value Added Services da Visa no Brasil, afirmou que a combinação de diferentes técnicas de fraude exige ferramentas capazes de interpretar padrões complexos e apoiar decisões ao longo da jornada digital. Globalmente, a bandeira investiu mais de US$ 13 bilhões em segurança nos últimos cinco anos.

IA sobre bolsa de sinais heterogêneos

O Decision Manager combina modelos preditivos com análise comportamental e sinais de geolocalização para classificar o risco de cada transação antes da autorização. O fato de 30% das tentativas de fraude apresentarem inconsistências de geolocalização aponta para um padrão explorável: transações legítimas raramente mostram essa anomalia, o que dá ao modelo um sinal de alta especificidade.

Em novembro de 2025, o Let’s Money reportou que a IA da Visa barrou US$ 90 milhões em fraudes via Pix no país, num caso que ilustra como os mesmos modelos migram entre os diferentes rails de pagamento.

O que observar

Os indicadores de desempenho de plataformas antifraude são autorreportados pelo próprio fornecedor da solução, o que torna difícil separar o resultado do sistema da capacidade de detecção que já existia nos estabelecimentos. Vale acompanhar se dados auditados de forma independente confirmarão esses percentuais quando publicados por associações do setor ou pelo Banco Central, que monitora taxas de fraude no sistema de pagamentos.

O e-commerce brasileiro chega a 30 anos com uma estrutura de risco mais fragmentada do que no início: o avanço do Pix, do BNPL e das compras via aplicativos multiplica os canais sem necessariamente unificar a inteligência antifraude entre eles. O crescimento das soluções de valor agregado sobre os rails de pagamento responde a essa fragmentação, mas levanta a pergunta sobre quem carrega o custo de integração para os lojistas menores.

Fontes: TI InsideLet’s MoneyLet’s Money

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