As ações da Wise despencaram nesta segunda-feira (1/6) com a notícia de que o Ministério Público de Bruxelas, na Bélgica, investiga supostas transações de lavagem que somam mais de € 500 milhões (US$ 582,5 milhões). O papel caiu 8,14% em Londres e 5,25% na Nasdaq, onde a fintech transferiu o listing principal no mês passado.
A investigação contra a Wise em números
| Item | Dado |
|---|---|
| Transações suspeitas | + de € 500 milhões (US$ 582,5 mi) |
| Países com pedidos judiciais | Mais de 30 |
| Queda em Londres | 8,14% (a £ 8,58) |
| Queda na Nasdaq | 5,25% (a US$ 12,10) |
| Crimes envolvidos | Fraude, corrupção, tráfico de medicamentos |
Dados da investigação do MP de Bruxelas e da reação do mercado. Fonte: Valor / Reuters
Como a investigação chegou a € 500 milhões
A investigação do Ministério Público de Bruxelas começou em 2025 e está perto da conclusão, com intimação direta perante o tribunal criminal sendo finalizada. O motor do caso foi a recorrência: contas da Wise apareceram em centenas de pedidos de assistência judicial em processos criminais oriundos de mais de 30 países europeus, e as transações questionadas totalizam mais de € 500 milhões. A acusação aponta indícios de não-conformidade com legislação anti-lavagem, em particular falha em identificar clientes e verificar suas atividades.
Os crimes investigados envolvem fraude, corrupção e tráfico de medicamentos. As descobertas integram o projeto Dirty Payments, conduzido pelo Bureau of Investigative Journalism e pela rede European Investigative Collaborations com mais de dez parceiros internacionais. A pressão sobre fintechs de remessa segue a linha de combate adotada pelos reguladores europeus após o colapso da Wirecard em 2020 e o escândalo de lavagem do Danske Bank em 2019.








