A X Money, braço financeiro da rede social de Elon Musk, abriu o rollout amplo nos Estados Unidos: assinantes Premium e Premium+ ganham conta de depósito, cartão Visa físico e rendimento de até 6% ao ano sobre o saldo. O serviço é só americano, sem previsão para o Brasil, onde a chegada esbarraria em autorização do Banco Central e num mercado em que o Pix já resolve o pagamento instantâneo entre pessoas.
O que o X Money entrega nos EUA
| Recurso | Detalhe |
|---|---|
| Rendimento sobre o saldo | até 6% ao ano |
| Cashback no cartão | 3% |
| Cartão | Visa de débito físico (compras e saque) |
| Recebimento de salário | até 2 dias antes |
| Transferências | entre pessoas (P2P) e envio de dinheiro |
Recursos do X Money no lançamento para assinantes nos EUA. Fonte: Finextra
Do feed ao banco
O lançamento amplia o que antes estava restrito: em junho, a X Money havia sido liberada só para assinantes Premium+. Agora o Premium também entra. O movimento materializa uma ambição antiga de Musk, inspirada no chinês WeChat, de transformar o X num “everything app” que concentre mensagens, compras e dinheiro no mesmo lugar, tema que já apareceu na disputa entre carteiras asiáticas por bilhões de usuários.
“Quando digo pagamentos, quero dizer a vida financeira inteira de alguém […] você não vai precisar de conta bancária”, afirmou Musk em uma reunião com funcionários em 2023, em tradução livre. Na época, ele cravou um prazo agressivo, dizendo que ficaria surpreso se o produto não estivesse no ar até o fim de 2024. O rollout amplo só veio agora, em 2026. Segundo o head de produto Nikita Bier, os usuários também poderão em breve negociar ações e cripto direto pela timeline.








