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X Money avança em testes, mas aguarda licenças nos EUA

Plataforma financeira do X testa 6% de juros em poupança e 3% de cashback, com licença pendente em 6 dos 50 estados americanos.

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O X Money, plataforma financeira integrada à rede social X, está em fase de testes avançada com usuários selecionados e deve ser lançada ao público em breve, com 6% de juros anuais em poupança, 3% de cashback e cartão Visa de metal personalizado, mas ainda aguarda licenças de pagamento em 6 dos 50 estados americanos, incluindo Nova York e Massachusetts, segundo a Bloomberg.

X Money: recursos relatados por usuários em teste

Recurso Detalhe
Remuneração de poupança 6% ao ano (cerca de 15x a média americana)
Cashback em compras 3% em compras elegíveis
Transferências P2P Gratuitas entre usuários
Cartão de débito Visa de metal, personalizado com o @ do usuário
Assistente de IA xAI (Grok): monitora gastos e organiza histórico

Condições e taxa de 6% sem confirmação de caráter permanente. Fonte: InvestNews/Bloomberg, abril de 2026

O que o X Money oferece em testes

Os primeiros usuários com acesso antecipado relatam uma conta de poupança remunerada a 6% ao ano, taxa que supera a de concorrentes como SoFi, Block e LendingClub e representa cerca de quinze vezes a média nacional americana. A taxa, no entanto, ainda não foi confirmada como permanente ou promocional pela companhia.

O produto inclui ainda transferências P2P gratuitas, cartão Visa de metal personalizado com o @ do usuário no X e um assistente de inteligência artificial desenvolvido pela xAI, startup de Elon Musk, que monitora gastos e organiza o histórico de transações.

Os criadores de conteúdo que hoje recebem pagamentos do X por engajamento serão migrados da Stripe para o X Money como plataforma de pagamento, o que garante uma base inicial de contas ativas. O X Money entrou em testes beta em março, com funcionalidades de envio de pagamentos pelo chat e pelos perfis de usuário.

O superapp que ainda não emplacou nos EUA

Musk modelou o X Money no WeChat chinês, que permite ao usuário chamar carro, comprar passagem aérea e pagar contas sem sair do aplicativo. Em fevereiro, em fala a funcionários, ele resumiu a ambição: “Queremos que seja possível, se você quiser, viver sua vida toda dentro do X.” O projeto é a materialização da visão que motivou a compra do Twitter por US$ 44 bilhões em 2022, e posiciona o X na intersecção entre rede social e sistema financeiro numa escala que nenhuma empresa americana havia tentado até agora.

Analistas do setor apontam obstáculos estruturais. Para Harshita Rawat, analista sênior da Bernstein, o produto P2P é atrativo mas não garante rentabilidade direta. “Virar a conta principal do cliente é difícil. Não estou dizendo que não dá para fazer, mas é preciso encontrar um ângulo para isso”, disse Rawat. Richard Crone, da Crone Consulting, vai além e aponta a falta de infraestrutura de comércio: “Ele não tem o botão de compra em um clique, e precisa disso, do contrário o e-commerce dentro do site vai patinar.” O X Money havia sido anunciado para estrear em abril, prazo que se aproxima do limite.

Entraves regulatórios nos EUA

O X obteve licença de serviços de pagamento em 44 dos 50 estados americanos. Nova York e Massachusetts figuram entre os que ainda não concederam autorização, e ambos têm registros de escrutínio explícito sobre o pedido. Em carta enviada no início de abril, a senadora Elizabeth Warren escreveu ao bilionário: “Sua incapacidade de operar o X de forma segura e responsável não inspira confiança em sua capacidade de expandir com segurança para o mercado de finanças do consumidor.” O X aguarda licença em Massachusetts.

Reguladores estaduais exigiram detalhamento extenso sobre o modelo de negócio e os mecanismos de segurança, segundo documentos obtidos pela Bloomberg via Lei de Acesso à Informação. Um regulador do Texas chegou a consultar outros estados em 2024, citando “preocupações” sobre o histórico do bilionário com a SEC e sobre a saúde financeira da X Payments LLC. O Texas concedeu a licença três meses depois. Para Crone, o histórico de atrasos é um risco real: “Ele prometeu essa visão há mais de dois anos, e disse que entregaria em até um ano. Pode ser tarde demais, e curto demais.”

O que observar

O ponto mais crítico a confirmar é se a taxa de remuneração de 6% é permanente ou promocional. Uma taxa introdutória que cai após os primeiros meses muda completamente a tese de produto: o usuário convencido a centralizar seu relacionamento bancário por conta de um rendimento competitivo tem incentivo para migrar assim que a vantagem desaparecer. Plataformas que usaram juros altos como atrativo inicial e depois ajustaram a taxa para baixo viram saída expressiva de saldos.

A ausência de licença em Nova York é o obstáculo regulatório mais relevante: o estado tem o maior PIB per capita dos EUA e concentra um dos maiores volumes de transações digitais do país. A posição da SEC sobre a classificação dos rendimentos da conta poupança do X Money como produto de investimento ou depósito bancário também pode alterar as exigências de conformidade aplicáveis à plataforma. Vale acompanhar se a migração dos criadores de conteúdo para a nova plataforma de pagamentos gera base de uso real ou apenas volume nominal.

Fontes: InvestNews/BloombergLet’s MoneyLet’s Money

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