Em um mercado B2B de US$ 80 trilhões, dois terços dos fornecedores ainda não atendem às expectativas dos compradores em experiência de pagamento. Mastercard e Wells Fargo defendem que o gargalo mudou: o desafio não é mais convencer empresas a aceitar cartões, mas eliminar o atrito operacional que freou a adoção por décadas.
Cartões virtuais no B2B: quem ganha o quê
| Ator | Benefício |
|---|---|
| Compradores | Controle de gastos, gestão de fluxo de caixa, descontos potenciais |
| Fornecedores | Pagamento mais rápido, risco de crédito menor, conciliação automatizada |
| Adquirentes | Relações mais profundas com comerciantes, novo vetor de crescimento |
Benefícios por tipo de participante em pagamentos B2B com cartão. Fonte: PYMNTS
Da persuasão à orquestração
No modelo antigo, o trabalho era convencer fornecedores a aceitar cartões. No que Mastercard e Wells Fargo descrevem como o próximo estágio, a questão muda: quem consegue conectar compradores e fornecedores corporativos em escala, com dados integrados, conciliação automática e menos pontos de contato manuais?
“Os fornecedores estão muito mais no controle dessas discussões agora, no que diz respeito aos desafios operacionais que enfrentam”, disse Paul Uher, chefe de serviços de pagamento para comerciantes de bancos comerciais e corporativos do Wells Fargo. A prioridade está em integrar cartões virtuais aos fluxos de trabalho existentes, garantindo que os dados de pagamento e remessa fluam juntos sem intervenção humana.
“A última coisa de que eles precisam é de envolvimento humano”, afirmou Nick White, vice-presidente sênior de aceitação comercial da Mastercard. Com processamento e conciliação automatizados, o objetivo é liquidar pagamentos e transferir informações de remessa sem etapas manuais. A Mastercard já testa pagamentos com agentes de IA na Austrália como parte do esforço de eliminar essas etapas.
Outra complexidade é estrutural: fornecedores corporativos não são organizações monolíticas. A área de tesouraria pode priorizar capital de giro; operações financeiras se preocupam com conciliação e custo de mão de obra. “Já não basta apenas falar com a pessoa que assina a fatura para obter o pagamento e a aceitação”, disse White.








