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BB emite Nature Bond de US$ 500 mi com demanda 5 vezes maior

Banco do Brasil emite US$ 500 mi em Nature Bond com demanda de US$ 2,5 bi, cinco vezes o ofertado. Recursos vão à recuperação de áreas degradadas.

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· 2 min

Atualizado em

Diego Grandi / Shutterstock.com

O Banco do Brasil emitiu US$ 500 milhões em Nature Bond, com demanda de US$ 2,5 bilhões, cinco vezes o volume ofertado. Os recursos serão destinados a projetos de recuperação produtiva de áreas degradadas, e o papel tem prazo de cinco anos e meio.

Estrutura da emissão

Indicador Valor
Volume emitido US$ 500 milhões
Demanda US$ 2,5 bilhões (5x o ofertado)
Prazo 5 anos e meio
Classificação Nature Bond
Uso dos recursos Recuperação produtiva de áreas degradadas

Estrutura da emissão. Fonte: Valor Econômico

A estrutura do Nature Bond do BB

A operação é a quarta emissão temática do banco no exterior desde 2022 (uma social, em 2022, e duas sustentáveis, em 2023 e 2024) e a primeira classificada como Nature Bond, formato dedicado a projetos de preservação de capital natural. Com ela, segundo a própria companhia, o BB passa a figurar entre os bancos comerciais com maior proporção de dívidas sustentáveis no mercado global.

“Com essa operação, o Banco do Brasil amplia seu portfólio de instrumentos financeiros alinhados aos compromissos climáticos e socioambientais, reforçando a integração entre financiamento responsável, geração de impacto positivo e criação de valor de longo prazo”, disse Geovanne Tobias, vice-presidente de gestão financeira e relações com investidores do BB, em nota. A emissão acontece num ciclo em que o banco renegociou R$ 4,1 bilhões com o Tesouro para preservar capital, sinal do cuidado com estrutura patrimonial em meio ao avanço do crédito.

O que observar

A demanda cinco vezes superior à oferta mostra que o apetite de investidores estrangeiros por dívida corporativa brasileira com etiqueta ambiental segue forte, apesar do ambiente de juros globais elevados. Esse é um sinal relevante para outros bancos e empresas brasileiras que estudam emissões temáticas no exterior: o diferencial de preço pago pelo selo sustentável pode se sustentar, o que muda o cálculo de custo de funding para quem tem projetos elegíveis no pipeline.

Vale acompanhar três frentes. A primeira é a chegada do Nature Bond como formato específico, distinto de green e sustainability-linked bonds, e o efeito disso na cesta de instrumentos disponível para bancos públicos e privados. A segunda é a alocação dos recursos: recuperação de áreas degradadas é tese menos madura que energia renovável em finanças verdes, e a capacidade de monitoramento e reporte será testada. A terceira é a reação de outros grandes bancos e fintechs atuando na agenda ESG, que tendem a reagir ao precedente com emissões comparáveis em prazo e estrutura.

Fontes: Valor EconômicoLet’s Money | BB renegocia R$ 4,1 bi com TesouroLet’s Money | ESG em bancos e fintechs

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