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CriptoInternacional · Coinbase

Coinbase vira a infraestrutura cripto da Webull no Canadá

Webull leva negociação e custódia de criptoativos ao Canadá sobre a plataforma de cripto como serviço da Coinbase, ampliando parceria que já existia.

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· 4 min

Atualizado em

alfernec / Shutterstock.com

A Coinbase virou a parceira de infraestrutura cripto da Webull no Canadá. A corretora leva negociação e custódia de criptoativos ao país sem montar a própria estrutura, num mercado em que 25% dos canadenses têm criptoativos, segundo pesquisa da Ontario Securities Commission.

O que a pesquisa da OSC mediu no Canadá

Indicador Resultado
Possuem criptoativos ou fundos de cripto (2025) 25%
Mesma medida na onda de 2023 10%
Dizem conhecer criptoativos (2025) 59%
Investidores autodirigidos que possuem cripto 44%
Tamanho da amostra 2.360 canadenses de 18 anos ou mais

Pesquisa Crypto Assets 2025, feita pelo Ipsos para a OSC, com coleta on-line entre 18 de dezembro de 2025 e 22 de janeiro de 2026. Resultados ponderados para refletir a população canadense, com margem de 2,5 pontos percentuais. Fonte: Ontario Securities Commission

Os critérios declarados na escolha da Coinbase

Pelo comunicado da Coinbase, a Webull Canada vai rodar sobre a plataforma de cripto como serviço (crypto-as-a-service) da empresa, que reúne custódia e negociação de grau institucional. Não é estreia da relação: o comunicado descreve o passo canadense como ampliação de uma parceria já em curso, depois de movimentos parecidos nos Estados Unidos, no Brasil e na Austrália.

“Investidores canadenses esperam acesso a uma gama crescente de classes de ativos, e cripto virou uma parte cada vez mais importante desse mix”, disse Michael Constantino, CEO da Webull Canada. “Nossa parceria com a Coinbase entrega a infraestrutura necessária para levar essa oferta com a escala e a confiabilidade que nossos clientes esperam.” Segundo a Coinbase, pesaram na escolha a amplitude do catálogo de ativos, a cobertura global, a flexibilidade e a escala, a condição de companhia de capital aberto e o preço. A empresa afirma que a parceria já permitiu à Webull ampliar a oferta em vários países e elevar os volumes negociados, sem divulgar números.

A operação fica na Webull Canada Crypto Limited, regulada pelo CIRO, a autorreguladora do setor de investimentos do país, e restrita a execução de ordens; os criptoativos negociados não têm cobertura do fundo de proteção ao investidor (CIPF). A Coinbase Canada é registrada como Restricted Dealer, corretora de escopo limitado, em todas as províncias e territórios.

Comprar, construir ou alugar a camada de cripto

O contrato com a Webull é o que a Coinbase vende a quem não quer erguer a própria operação: custódia, liquidez e negociação empacotadas, com a marca da corretora na frente do cliente. O mercado testa os três caminhos em paralelo. Pelo lado da compra, a japonesa SBI acertou a compra da corretora cripto Bitbank por US$ 289 milhões. No Brasil, a via é a construção: o Bradesco vai guardar cripto de fundos e tesourarias, com uma corretora de criptomoedas como primeira cliente. A Coinbase corre nas duas pistas, porque também ampliou o próprio aplicativo com inteligência artificial e cartão atrelado a stablecoin.

A demanda que a Coinbase cita vem da terceira onda da pesquisa Crypto Assets, divulgada pela OSC em julho de 2026: uma consulta on-line com 2.360 canadenses de 18 anos ou mais, ouvidos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e ponderados para refletir a população do país. A pesquisa estima que 25% dos canadenses possuem criptoativos ou fundos de cripto, contra 10% na onda de 2023, e que a fatia sobe a 44% entre os investidores autodirigidos, o público típico de uma corretora de execução.

O que observar

A pergunta para corretoras de varejo que entram em cripto alugando infraestrutura é onde fica a margem. O pacote encurta o tempo até o lançamento, mas transfere a um fornecedor a parte do serviço que define custo por operação e experiência de falha. Vale acompanhar se esses contratos preveem portabilidade da custódia, e o que muda para o investidor quando a plataforma que ele contrata e a que guarda os ativos respondem a reguladores diferentes.

Um segundo ponto é de público. Se a posse continuar concentrada entre investidores autodirigidos, o desenho de produto tende a privilegiar custo e velocidade, não assessoria. A hipótese a testar é se plataformas que terceirizam essa camada conseguem diferenciar a oferta quando o motor por trás é o mesmo de vários concorrentes, ou se a disputa migra para preço e variedade de ativos.

Fontes: CoinbaseOntario Securities CommissionCrypto Assets 2025

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