A Dotz está reposicionando seu negócio de programa de fidelidade para se tornar uma techfin de crédito voltada às classes C e D. Com EBITDA de R$ 15,8 milhões no segundo trimestre de 2025 (+151% em um ano), a empresa reverteu prejuízo e passou a lucrar usando sua base de 52 milhões de clientes como canal de distribuição de crédito pessoal.
DOTZ | RESULTADO Q2 2025
| Indicador | Valor | Variação |
|---|---|---|
| EBITDA | R$ 15,8 mi | +151% a.a. |
| Originação de crédito | R$ 134,2 mi | +20% a.a. |
| Receita Techfin | R$ 27,7 mi | +22% a.a. |
| Lucro líquido | R$ 2 mi | Reverteu prejuízo de R$ 6,1 mi |
Fonte: Bloomberg Línea
De pontos de fidelidade a empréstimos pessoais
A empresa, listada na B3 como DOTZ3, nasceu como programa de fidelidade e acumula uma base de 52 milhões de clientes com custo de aquisição entre os mais baixos do mercado. A virada para crédito veio com a aquisição da NoVerde em 2022, por R$ 49 milhões, que trouxe expertise em originação, modelagem de risco e cobrança. Desde então, a frente techfin cresceu de 36% para 46% da receita total.
O portfólio de crédito inclui empréstimos pessoais de R$ 300 a R$ 8.000 com jornada 100% digital, além do Dotz Pay (BNPL) lançado no fim de 2024, que registrou aumento de 40% na recorrência entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025. A operação é financiada por debêntures de R$ 60,2 milhões e um FIDC com aporte de R$ 12,5 milhões. A Dotz tem como acionistas estratégicos Ant Group, SoftBank e Farallon Capital, e desde o IPO em 2021 viu suas ações caírem significativamente antes da recuperação recente impulsionada pelos resultados de crédito.








