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AntifraudeSegurança · Agentes de IA

Lloyds aciona agentes de IA contra golpes em tempo real

Lloyds aciona agentes de IA que checam identidade, transação e risco de golpe em tempo real para 28 milhões de clientes, e prepara o Scam Check.

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· 3 min

Atualizado em

Piotr Swat / Shutterstock.com

O Lloyds Banking Group passou a rodar vários agentes de inteligência artificial ao mesmo tempo durante o atendimento, checando identidade, transação e risco de golpe em tempo real para os seus 28 milhões de clientes. O banco britânico também prepara o Scam Check, ferramenta que pede o print da compra e analisa a imagem antes de liberar o pagamento.

Defesa antifraude do Lloyds com IA

Camada O que faz
Agentes simultâneos Checagem de identidade, análise de transação e avaliação de risco de golpe durante a ligação
Supervisão humana Funcionários podem anular as sugestões da IA e respondem pelo resultado
Plataforma Envoy Lançada em maio de 2026 sobre o Google Cloud, com marketplace interno de agentes
Scam Check Pede o print da compra e usa análise de imagem para alertar sobre golpe antes do pagamento

Sistema antifraude do Lloyds Banking Group. Fonte: Finextra

Como o Lloyds usa agentes de IA contra golpes

O sistema foi construído por equipes de fraude, tecnologia, dados e risco do grupo sobre a Envoy, plataforma própria de IA lançada em maio de 2026 com tecnologia do Google Cloud. Durante uma ligação com o cliente, vários agentes operam em paralelo nos bastidores, executando checagem de identidade, análise de transação e avaliação de risco de golpe ao mesmo tempo. A próxima etapa é o Scam Check, que será embarcado nas contas Lloyds, Halifax e Bank of Scotland: quando o cliente tenta pagar alguém novo numa compra online, a ferramenta faz perguntas simples e pede o upload de prints do item, cruzando indicadores conhecidos de fraude via análise de imagem.

“A fraude está cada vez mais rápida e complexa, então nosso foco é aplicar IA de forma responsável, de um jeito que realmente ajude os clientes, sem atrasar a prevenção. Ao combinar IA agêntica com supervisão humana, conseguimos criar um campo de força invisível ao redor dos nossos clientes, monitorando o risco em tempo real e intervindo só quando importa”, disse Tom Martin, líder de plataforma de prevenção a crimes econômicos do Lloyds (em tradução livre).

O Brasil enfrenta o mesmo tipo de golpe

O movimento ecoa um problema que pesa mais no Brasil. Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo Pix ou boletos, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Desde 1º de março de 2026, bancos e fintechs no país precisam cumprir uma nova norma de segurança cibernética do BC com foco no Pix e na gestão de risco.

A resposta local também passa por IA. O Let’s Money mostrou que Itaú e Google bloqueiam o golpe da falsa central em tempo real, enquanto a IA da Revolut supera humanos na detecção de fraude. O próprio Lloyds aposta no controle desse novo arsenal: o banco apoia uma fintech que capta para auditar agentes de IA.

O que observar

A aposta combina detecção em tempo real com supervisão humana, e é nesse encontro que mora a tensão prática. Quanto mais cedo um modelo intervém numa transação, maior o risco de falso positivo e de fricção: pedir ao cliente que envie o print de uma compra adiciona um passo ao fluxo, justamente o tipo de atrito que historicamente derruba a conversão em pagamentos. A pergunta que fica é se a camada agêntica reduz a perda com golpe sem empurrar o cliente para fora da jornada.

Vale acompanhar como instituições financeiras de varejo vão equilibrar prevenção e experiência agora que reguladores passaram a exigir governança formal de IA e monitoramento contínuo de risco. Se a abordagem de agentes em paralelo provar que corta perdas mantendo a fricção baixa, ela tende a virar referência para quem opera em mercados de pagamento instantâneo de alto volume.

Fontes: FinextraAgência SenadoInfoMoneyLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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