A Revolut avalia lançar ainda em 2026 um serviço de private banking para clientes com pelo menos £ 500 mil em depósitos, segundo o Financial Times. A empresa acaba de obter aprovação da FCA para reunir investimento, consultoria e gestão de portfólio em uma única plataforma, licença que viabiliza a expansão para o segmento de alto patrimônio.
Revolut: estrutura de serviços pós-FCA
| Segmento | Produto | Status |
|---|---|---|
| Varejo | Consultoria + gestão de portfólio | Disponível |
| Clientes privados | Wealth management avançado | Em implantação |
| Alto patrimônio (£ 500 mil+) | Private banking | Em avaliação |
Estrutura de serviços da Revolut após aprovação da FCA. Fonte: PYMNTS
O serviço para quem tem £ 500 mil
O plano de private banking foi apurado pelo Financial Times a partir de fontes com conhecimento dos planos da empresa. A Revolut confirmou o interesse sem dar detalhes: “O segmento de private banking é uma área que estamos explorando como parte de nossos esforços contínuos para expandir e aprimorar nossa oferta de produtos. Não temos mais detalhes para compartilhar neste momento”, disse a empresa à PYMNTS. O requisito de £ 500 mil posiciona o serviço acima do perfil de cliente típico de bancos digitais e dentro da faixa de entrada do private banking tradicional em grandes bancos britânicos.
O contexto estratégico é relevante: uma venda secundária em novembro de 2025 avaliou a Revolut em US$ 75 bilhões, e discussões com investidores apontam para US$ 150 a 200 bilhões em IPO previsto para 2028. Um serviço de private banking gera receita recorrente baseada em taxas, perfil de receita que mercados de capitais precificam com múltiplos mais altos do que corretagem transacional.








