Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, completa um mês preso neste sábado (4) enquanto avança na negociação de uma delação premiada inédita, conduzida simultaneamente pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A defesa trabalha no levantamento de dados e documentos que deve durar cerca de 45 dias antes do início dos depoimentos.
Cronologia da prisão e delação
| Data | Evento |
|---|---|
| 4 de março | Prisão na Operação Compliance Zero (fase 3) |
| 6 de março | Transferência para Penitenciária Federal de Brasília |
| 19 de março | Termo de confidencialidade com PF + PGR |
| 21 de março | Transferência para Superintendência da PF |
| Abril-maio | Levantamento de dados (~45 dias), depois depoimentos |
Fontes: CNN Brasil, Poder360
O formato inédito da delação
É a primeira vez que PF e PGR conduzem juntas um processo de delação premiada no país. Vorcaro assinou o termo de confidencialidade em 19 de março, no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF, autorizou sua transferência da Penitenciária Federal para a Superintendência da PF em Brasília. A defesa é liderada pelo advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido por ter conduzido a delação de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, na Lava Jato.
A PF espera que Vorcaro apresente nomes além do seu, dentro de um contexto de organização criminosa, incluindo eventuais políticos envolvidos em fraudes bancárias bilionárias. Fontes que acompanham o caso indicam que a colaboração pode apontar até 15 nomes da política. Fabiano Zettel, coordenador de pagamentos do Master, também negocia delação de forma alinhada com a de Vorcaro.








