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Visa lança autenticação por toque do cartão no celular

Chip EMV do cartão físico substitui OTPs em transferências e ativações. Primeira implementação nas Bahamas; expansão global prevista para 2026.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Reprodução / LinkedIn

A Visa anunciou nesta semana uma tecnologia que substitui códigos de verificação por SMS: o portador toca o cartão físico no celular dentro do app do banco para confirmar identidade ou ativar um novo cartão. A primeira implementação aconteceu no Fidelity Bank (Bahamas), em parceria com a fintech Keyno, com expansão global prevista para 2026.

Tap to Confirm e Tap to Activate

Função O que faz Substitui
Tap to Confirm Confirma identidade em transferências de alto valor e alterações de conta Código OTP por SMS ou e-mail
Tap to Activate Ativa novo cartão instantaneamente dentro do app bancário Ligação para central de atendimento

Lançamento em 11 de maio de 2026. Fonte: Visa

Chip EMV como fator de autenticação

Por baixo do toque, a tecnologia usa o chip EMV do cartão combinado com o serviço Visa Chip Authenticate, integrado via VTEX API à VisaNet, que processa mais de 150 bilhões de transações por ano. Cada toque gera um criptograma EMV único por sessão, o que torna a autenticação mais resistente a interceptação do que o OTP por SMS. A implementação chega ao emissor via SDK da Keyno, integrado ao app bancário do banco.

A Visa posiciona o sistema como resposta a dois problemas simultâneos para emissores: fraude na autenticação e custo operacional de call center. “Identity is the key to safe commerce. Now, your Visa card is the key to secure online identity verification”, disse Robert J. Steinman, CEO da Keyno. A mesma movimentação da Visa para digitalizar segurança inclui o protocolo de confiança para comércio com IA lançado em 2025 e o uso de IA para barrar fraudes via Pix, que bloqueou US$ 90 milhões em tentativas fraudulentas.

O que observar

A proposta é converter o cartão físico num token de identidade sem exigir hardware adicional: o ativo já existe na carteira do portador. O que diferencia a abordagem de soluções biométricas é precisamente essa ausência de onboarding, o que reduz a fricção de adoção pelo usuário final. A variável crítica é do lado do emissor: a tecnologia exige suporte NFC no aparelho do usuário e integração via SDK por parte do banco, o que pode criar assimetrias em mercados com heterogeneidade de smartphones.

A expansão global prevista para 2026 vai revelar se o modelo escala além de mercados menores como o das Bahamas. Para emissores de médio porte, o cálculo é direto: custo de integração versus redução de chamadas à central de atendimento. Vale acompanhar se outras redes de pagamento vão lançar soluções equivalentes e se reguladores de identidade digital passarão a reconhecer o chip EMV como fator de autenticação forte o suficiente para casos além do bancário.

Fontes: FinextraVisaLet’s MoneyLet’s Money

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