A Zelle lançou um piloto com a Truist Financial para pagamento de contas recorrentes via alias, sem compartilhar dados bancários. A rede P2P que movimentou mais de US$ 1,2 trilhão nos EUA em 2025 aposta agora em certeza de recebimento, não apenas velocidade, replicando a direção que o Pix Automático percorre no Brasil.
Bill pay tradicional vs. Zelle (piloto)
| Aspecto | Método tradicional | Zelle (piloto) |
|---|---|---|
| Confirmação | Dias de processamento | Tempo real |
| Dados exigidos | Número de conta bancária | Alias (e-mail ou celular) |
| Certeza da data | Incerta (pode atrasar) | Confirmada |
| Acesso ao fundo | Variável para o emissor | Acelerado para o emissor |
Características do piloto Zelle com Truist. Fonte: PRNewswire
Da transferência P2P ao pagamento de contas
O piloto integra o Zelle Forward, iniciativa lançada em março de 2026 pela Early Warning Services, operadora da rede, para expandir o Zelle além das transferências entre pessoas. A Truist, banco com US$ 549 bilhões em ativos em março de 2026, foi a primeira instituição financeira a enviar e receber solicitações de pagamento baseadas em alias com liquidação em tempo real, o que a tornou parceira-piloto do programa.
A fase atual restringe os testes a funcionários da Truist, com foco em faturas recorrentes de cartão de crédito. A expansão prevista inclui aluguel, serviços públicos, telefonia móvel e financiamento de veículos. Em 2024, 17% dos adultos americanos não pagaram todas as contas em dia no mês anterior, segundo o Federal Reserve, dado que sustenta a tese de que o gargalo no bill pay é a previsibilidade, não a disponibilidade de recursos.
“O problema com o pagamento de contas não é a velocidade, mas sim a certeza”, disse Chris Ward, chefe de pagamentos corporativos da Truist. O modelo elimina o compartilhamento de número de conta bancária: pagador e emissor se identificam por alias (e-mail ou celular), com confirmação de recebimento em tempo real.
O Zelle já havia ampliado seu escopo em outros frentes: testou repasses a fundos de doadores recomendados com o Bank of America e estudou stablecoins para pagamentos internacionais. A expansão da rede para bancos comunitários nos últimos anos criou a escala, com mais de 2.300 instituições, necessária para viabilizar novos casos de uso.








