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Zelle lança piloto de pagamento de contas com Truist

Zelle lança piloto com Truist para pagar contas via alias, com confirmação em tempo real. O modelo replica a direção do Pix Automático.

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Rubaitul Azad na Unsplash

A Zelle lançou um piloto com a Truist Financial para pagamento de contas recorrentes via alias, sem compartilhar dados bancários. A rede P2P que movimentou mais de US$ 1,2 trilhão nos EUA em 2025 aposta agora em certeza de recebimento, não apenas velocidade, replicando a direção que o Pix Automático percorre no Brasil.

Bill pay tradicional vs. Zelle (piloto)

Aspecto Método tradicional Zelle (piloto)
Confirmação Dias de processamento Tempo real
Dados exigidos Número de conta bancária Alias (e-mail ou celular)
Certeza da data Incerta (pode atrasar) Confirmada
Acesso ao fundo Variável para o emissor Acelerado para o emissor

Características do piloto Zelle com Truist. Fonte: PRNewswire

Da transferência P2P ao pagamento de contas

O piloto integra o Zelle Forward, iniciativa lançada em março de 2026 pela Early Warning Services, operadora da rede, para expandir o Zelle além das transferências entre pessoas. A Truist, banco com US$ 549 bilhões em ativos em março de 2026, foi a primeira instituição financeira a enviar e receber solicitações de pagamento baseadas em alias com liquidação em tempo real, o que a tornou parceira-piloto do programa.

A fase atual restringe os testes a funcionários da Truist, com foco em faturas recorrentes de cartão de crédito. A expansão prevista inclui aluguel, serviços públicos, telefonia móvel e financiamento de veículos. Em 2024, 17% dos adultos americanos não pagaram todas as contas em dia no mês anterior, segundo o Federal Reserve, dado que sustenta a tese de que o gargalo no bill pay é a previsibilidade, não a disponibilidade de recursos.

“O problema com o pagamento de contas não é a velocidade, mas sim a certeza”, disse Chris Ward, chefe de pagamentos corporativos da Truist. O modelo elimina o compartilhamento de número de conta bancária: pagador e emissor se identificam por alias (e-mail ou celular), com confirmação de recebimento em tempo real.

O Zelle já havia ampliado seu escopo em outros frentes: testou repasses a fundos de doadores recomendados com o Bank of America e estudou stablecoins para pagamentos internacionais. A expansão da rede para bancos comunitários nos últimos anos criou a escala, com mais de 2.300 instituições, necessária para viabilizar novos casos de uso.

O que observar

Redes de pagamento instantâneo que atingem massa crítica tendem a migrar para pagamentos recorrentes, onde o volume é previsível e o valor por transação é maior. O modelo alias-based pode reduzir atrito no onboarding de emissores de boleto e abrir caminho para reconciliação automática, um gargalo histórico do bill pay nos EUA. A pergunta que fica é quando o piloto abrirá para consumidores finais e quais categorias de emissores, como concessionárias e operadoras de telefonia, demonstrarão demanda primeiro.

O movimento tem paralelo direto com o Pix Automático no Brasil, que avança sobre débito automático e boleto recorrente desde 2025. Em mercados com infraestrutura de pagamento instantâneo consolidada, a próxima disputa é pelo pagamento de contas, não pela transferência entre pessoas.

Fontes: FinextraPRNewswireLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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