O Banco Central realizou nesta quarta-feira (6) um leilão de swap cambial reverso pela primeira vez desde novembro de 2016, comprando US$ 500 milhões em dólar futuro enquanto o real operava na contramão dos mercados emergentes.
Swap cambial reverso: o leilão do BC
| Dado | Valor |
|---|---|
| Volume total | US$ 500 milhões (10 mil contratos) |
| Propostas aceitas | 1 |
| Última operação similar | 08/11/2016 |
| Dólar na sessão (9h45) | R$ 4,9227 (+0,22%) |
Leilão de swap cambial reverso do BC em 6/5/2026. Fonte: Bloomberg Línea
BC usa swap cambial reverso pela 1ª vez desde 2016
O BC aceitou a única proposta do leilão, totalizando 10 mil contratos equivalentes a US$ 500 milhões. No swap cambial reverso, o BC assume a ponta compradora de dólar no futuro: paga variação cambial ao contraparte e recebe taxa de juros doméstica, reduzindo seu estoque de swaps tradicionais acumulados em fases de pressão sobre o real.
O timing não é aleatório. O real vinha se valorizando diante do alívio no risco global, com avanço nas tratativas entre Irã e Estados Unidos e queda no petróleo, que beneficiou a maioria dos mercados emergentes. Operadores que acompanham o boletim Focus destacaram que o câmbio doméstico destoa do exterior: o dólar subia 0,22% a R$ 4,9227 por volta de 9h45.
“O dólar vai cair mais e o BC tem que aproveitar o ‘timing’ [para reduzir o estoque de swap]”, afirmou um chefe de mesa de câmbio ao Valor Econômico. Outro operador ponderou que o movimento refletia também o “trade” dos termos de troca do dia, com commodities cedendo. Para parte do mercado de câmbio, a sinalização importou mais do que o volume.






