A Fiserv e a Affirm anunciaram uma nova etapa de sua parceria ao estender o modelo de Buy Now, Pay Later (BNPL) para programas de cartões de débito operados por bancos e cooperativas de crédito. O movimento leva o parcelamento para um território tradicionalmente associado a pagamentos à vista e reforça a disputa pela relevância do débito na experiência digital dos clientes.
As duas empresas já trabalham juntas desde 2022, quando integraram a Affirm ao Commerce Hub da Fiserv, permitindo que varejistas oferecessem BNPL no checkout. Agora, a funcionalidade passa a ser incorporada diretamente aos programas de débito dos milhares de emissores que utilizam a infraestrutura da Fiserv.
Na prática, a Affirm ficará responsável por toda a camada de crédito, incluindo análise em tempo real, concessão de empréstimos e financiamento, enquanto os bancos mantêm o relacionamento com o cliente e a experiência dentro do próprio aplicativo. Segundo as empresas, o modelo foi desenhado para ser escalável e integrado aos fluxos existentes dos emissores.
Entrada do BNPL no débito
A entrada do BNPL no débito sinaliza uma mudança importante na lógica dos meios de pagamento. Até aqui, o parcelamento esteve concentrado no cartão de crédito ou em soluções independentes de BNPL. Ao levar essa flexibilidade para o débito, bancos e cooperativas passam a oferecer uma alternativa que combina controle de gastos com acesso a crédito pontual, sem exigir um cartão de crédito tradicional.
Para os emissores, o ganho vai além da funcionalidade. Ao incorporar o BNPL ao débito, as instituições conseguem reter o gasto dentro do próprio ecossistema, evitando que o cliente migre para carteiras externas ou fintechs especializadas. Isso tende a impulsionar o engajamento e o volume de transações realizadas diretamente nos apps bancários.
“Essa parceria oferece aos nossos clientes uma maneira prática e escalável de oferecer flexibilidade de pagamento por meio de seus produtos de débito existentes”, afirmou Erik Wichita, chefe de serviços de cartão da Fiserv, de acordo com o “Finextra“. Segundo ele, o objetivo é ajudar bancos e cooperativas a competir de forma mais eficaz e aprofundar o relacionamento com seus clientes.








