A Verizon oferece conta poupança de alto rendimento com crédito de até US$ 180 por ano na fatura de celular de seus clientes. Os depósitos ficam no Santander Bank, que fornece o seguro FDIC. A operadora controla o relacionamento, a interface e o engajamento diário. O modelo avança globalmente enquanto o Banco Central normatiza o BaaS no Brasil.
Quem capta depósitos sem ser banco
| Empresa | Banco parceiro | Produto |
|---|---|---|
| Verizon | Santander (Openbank) | Poupança de alto rendimento |
| Apple | JPMorgan Chase* | Cartão de crédito e poupança |
| Amazon | JPMorgan Chase | Financeiro para lojistas e consumidores |
| Walmart | Green Dot (até 2033) | Cartões pré-pagos e conta digital |
*Em transição do Goldman Sachs. Fonte: PYMNTS
O banco vira infraestrutura, a marca fica com o cliente
O arranjo entre Verizon e Openbank, divisão digital do Santander, é explícito quanto aos papéis. Clientes que mantêm saldo mínimo na conta poupança de alto rendimento obtêm créditos de até US$ 180 por ano na fatura de celular. Os depósitos ficam no Santander Bank, N.A., segurado pelo FDIC. A Verizon não é um banco e não retém depósitos: ela controla o fluxo de clientes, a interface e o engajamento contínuo.
O Openbank chegou ao mercado americano em outubro de 2024 e acumulou mais de US$ 6 bilhões em depósitos no primeiro ano de operação. “Our aim is to become a national, digital bank with branches”, disse Swati Bhatia, Head of Retail Banking & Transformation do Santander Bank. O mesmo padrão aparece em outros setores: a Apple posicionou uma empresa de tecnologia no centro da experiência financeira, com os produtos desenvolvidos com o Goldman Sachs em transição para o JPMorgan Chase.
A Amazon integrou pagamentos e crédito ao ambiente de comércio em parceria com o JPMorgan Chase. A fintech do Walmart, OnePay, atingiu US$ 4 bilhões de valuation, e a parceria com a Green Dot foi prorrogada até 2033. Quem tem a atenção diária do consumidor quer controlar o relacionamento financeiro também.







